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Patologias do Punho e Mãos


As tendinites e tenossinovites de mão e punho podem ter diversas etiologas. Doenças reumatológias, distúrbios metabólicos, tumores, doenças infecciosas e traumas são os responsáveis por estas alterações. Quando resultantes de micro traumatismos de repetição ou macro traumas, são elas enquadradas como LER (lesões por esforços repetitivos) que, uma vez identificadas como sendo secundários a esforços realizados no trabalho, são diagnosticadas como DORT (doença osteo articular relacionada ao trabalho).
LER e DORT podem ser situações diferentes, dependendo do estímulo gerador. Vale ressaltar que a grande maioria das LERs não são DORTs
Tendinite ou tenossinovite do polegar
Também chamada de tendinite de DE QUERVAIN, consiste ela de um processo inflamatório que acomete os tendões do abdutor longo e extensor curto do polegar que, ao passar por um túnel formado pela epífise do radio em sua parte inferior, pela apófise da estilóde radial e pelo ligamento posterior do carpo sofre, um processo inflamatório. Geralmente é resultante de um excesso de movimento com o punho em situação não fisiológica, com um desvio ulnar, radial ou em flexão. Das alterações que acometem o punho, é ela a mais freqüente em esportistas podendo, no entanto, ocorrer em patologias sistêmicas, na gravidez ou ainda, secundariamente a esforços repetitivos. Dentre os esportes que causam esta lesão, podemos citar o tênis de mesa, o esgrima, o pebollin, a musculação e os exercícios localizados com peso como os principais causadores desta afecção.


Tendinite ou tenossinovite digital estenosante
Também chamada de dedo em gatilho, é uma doença inflamatória bastante comum em donas de casa. Observamos nesta doença uma nodosidade que resulta de uma fibrose tendínea na primeira polia anelar, próxima da articulação metacarpo falangeana. Via de regra secundária à macro trauma localizado, é comum em donas de casa que possuem o hábito de carregar sacolinhas de super mercado onde o excesso de peso forma uma zona de pressão localizada.
Dentre os locais acometidos, é mais comumente encontrada no tendão flexor do 4o. e 3o dedo. O nome dedo em gatilho vem do fato de no movimento de extensão do dedo, o espessamento ou nódulo tendíneo dificultar a passagem do tendão pela sua polia correspondente, causando um sobre salto. Quando isto ocorre assemelhando-se ao disparo do gatilho do revólver.
(foto)
Tendinites dos extensores e flexores dos dedos e punhos
Bastante comum em atividades esportivas que utilizam raquetes e bastões, resultam, quase sempre, de um excesso de solicitação da musculatura envolvida no movimento. Encontrada também em donas de casa que executam suas tarefas habituais, possue como seu grande mito a profissão de digitadores como sendo os indivíduos mais acometidos. São as tendinites destes grupos musculares também secundárias a patologias sistêmicas, alterações hormonais, processos infecciosos e mesmo, estados fisiológicos como a gravidez. O encontro do fator desencadeante é de primordial importância no tratamento desta lesão que, por regra, responde bem ao repouso e uso de medicamentos e métodos anti inflamatórios. 





PRATIQUE ESPORTE SEMPRE COM A ORIENTAÇÃO DE UM PROFISSIONAL COMPETENTE.

Dr. Antonio Carlos Novaes (Reumatologista)
Assistente Estrangeiro da Fac. de Med. de Paris


FONTE:  Articulacoes.com.br

Lesão do Bíceps distal (ruptura)



Essa lesão é causa de dor na região anterior do cotovelo e pode ser incapacitante, embora na maioria dos casos o paciente reclame de dor, mas consegue realizar os movimentos do cotovelo.
Na maioria das vezes ocorre em homens da meia idade (entre 50-60 anos), trabalhadores braçais ou que realizam musculação, que contam sofrerem uma dor aguda ao tentar segurar objeto com braço semi flexionado, ou a tentativa de flexionar o cotovelo contra resistência. O mais comum é acometer o lado dominante.
Geralmente, o paciente se queixa da dor aguda ao nível do cotovelo, há um edema local e equimose. O próprio paciente refere perceber uma deformidade ao nível da face anterior do cotovelo, especialmente ao realizar a flexão e extensão do cotovelo.
Ao examinar o paciente percebemos também a ausência do tendão do bíceps na fossa cubital, teste que chamamos de teste do gancho. Além disso percebemos uma perda pequena da força de flexão do cotovelo, mas uma perda mais significativa da supinação do antebraço.  (movimento de girar o antebraço levando a mão para cima)
O exame de ressonância magnética confirma o diagnóstico de lesão do tendão do bíceps. Devemos lembrar que por vezes pode-se se ter um rompimento parcial do tendão.
O tratamento conservador é indicado para pessoas sedentárias que reclamam de pouca dor, mas é muito difícil encontrar esse tipo de lesão nesse grupo de pacientes e, em certos tipos de lesões parciais. Pacientes com risco de complicação durante a cirurgia têm contra-indicação relativa para a realização da cirurgia.  Lesões acima de três semanas torna o procedimento muito mais difícil e deve ser conversado com o paciente da não possibilidade de fixação do tendão junto a sua posição original.
O tratamento cirúrgico é o mais recomendado para essa lesão.
Nos casos agudos preferimos a técnica de duas incisões, pois acreditamos ser mais anatômica, mas isso é uma questão de preferência. Uma via de acesso é realizada de 1 a 2 cm na prega da fossa cubital (região anterior da dobra do cotovelo), o tendão do bíceps é achado e isolado, fazemos o reforço do tendão  e com uma pinça especial passando junto ao osso rádio aonde o bíceps deveria estar preso demarcamos o local aonde devemos fazer a 2ª incisão , lateral no antebraço de 3 a 5 cm.
A tuberosidade do rádio (local aonde o tendão do bíceps deve estar preso) é exposta e a preparamos para que o tendão possa ser recolocá-lo no  local e o prendemos com pontos que passam por dentro do osso .
Após a cirurgia o paciente é imobilizado por 1 semana. Após uma semana inicia movimentos passivos de flexo-extensão do cotovelo deitado e pronação e supinação. Após mais 2 semanas é liberado para realizar a flexo-extensão ativa deitado e passiva de pé. Ao final de 6 semanas todos os movimentos são liberados, contudo sem qualquer resistência. Após 2 meses inicia trabalho de fortalecimento isométrico leve e com 3 meses fortalecimento isotônico.
Nos casos de lesões crônicas tem-se duas opções: solidarização do tendão do bíceps junto ao braquial, indicado para pacientes mais velhos que a perda de força de supinação não atrapalhe nas suas atividades da vida diária ou, a recontrução com enxerto de tendão. No Brasil como ainda não temos muitos bancos de tecidos disponíveis e tendões não são captados nesses bancos, a opção é a utilização de um tendão do próprio paciente ( mais comumente usado é o semitendineo). Esse tendão apos ser retirado é preso ao corpo muscular do bíceps e a seu tendão retraído por meio de pontos de sutura e preso ao  local aonde o tendão do bíceps deveria ser preso junto ao osso pela mesma técnica explicada previamente.

Fiquem por dentro!!




Com o exercício físico nosso gasto calórico aumenta, nosso corpo sofre algumas micro lesões musculares, por isso é que devemos investir em uma boa alimentação, principalmente no que se refere aos carboidratos e as proteínas. No caso desse primeiro (carboidrato), irão repor nossa reserva energética, ou seja, repor nossas energias gastas durante o exercício, já as proteínas possuem o poder de recuperar os tecidos musculares, por tanto, é reconstrutora muscular.
Mais ai vem aquele velho mito do carboidrato após o treino que engorda. ATENÇÃO: nesse caso é importante ingerir um carboidrato simples pós treino, de rápida absorção, pois irá elevar os níveis de insulina sanguínea. Antes do treino o ideal é ingerir carboidratos complexos, pois sua absorção é lenta e com isso irá fornecer energia por mais tempo, assim seu treino será beneficiado. Nunca chegue à academia sem uma alimentação adequada, pois pode comprometer seu treino e principalmente a sua saúde.
Outra dica é com a hidratação do corpo, durante o treino devemos tomar cuidado, repor líquidos é fundamental, além de ser o ponto chave para o seu desempenho, também para prevenir hipoglicemia e desidratação. Atenção: não se esqueça de tomar água antes, durante e após seu treino.

     Anne Kaline Duarte de Aguiar
Assessoria Desportiva e Qualidade de vida
Personal Trainer
Cref 002572 - G/PB


 

Dores nos Ombros

Entrevista com Dr. Lucas Ramadan, ortopedista especialista em ombro do Instituto Abathon de Medicina e Saúde, em São Paulo, sobre dores nos ombros e bursites. 


Como prevenir lesões no treino de musculação


Como Prevenir Lesões No Treino deve ser levada extremamente a sério por todos que treinam com pesos, pois uma lesão pode fazer com que você perca um tempo precioso de treino e nos piores casos, pode encerrar seus treinamentos para sempre. Já imaginou machucar o ombro de uma maneira que você nunca mais possa treinar peito ? Vale a pena arriscar?


VEJA QUAIS SÃO AS PRINCIPAIS LESÕES E COMO PREVENI-LAS!



TIPOS DE LESÕES
1– Tendinite: Inflamação do tendão que conecta o músculo ao osso.
2– Distensão: Excesso de alongamento de um músculo.
3– Deslocamento: Excesso de alongamento de um ligamento que conecta dois ossos.
4– Bursite: Inflamação da bursa, uma bolsa sinovial que é utilizada na articulação para evitar o atrito do tendão com o osso.
5– Avulsão: Simplesmente o rompimento do músculo. Tipicamente na junção do músculo com o tendão.
6– Contusão: Machucado gerado por impacto.
7– Fratura: Quebrar um osso. Pode ser fatura completa ou parcial.

LESÕES MAIS COMUNS
1– Distensão no Pescoço: Lesão por estresse nos músculos do pescoço. Comuns ao fazer encolhimento e agachamento livre.
2– Rompimento do Peitoral: Lesão que resulta o rompimento do tendão que conecta o peitoral maior ao ûmero.
3– Distensão e Deslocamento nas Costas: Indicados por dor no centro da lombar, junto com a parte superior dos músculos do glúteo. Geralmente ocorrem por excesso de carga ou má forma na hora de executar agachamento e levantamento terra.
4– Distensão e Deslocamento nos Joelhos: Pode ocorrer rompimento de menisco, tendinite patelar e até bursite. Geralmente ocorrem por postura incorreta durante a execução do stiff, levantamento terra, leg press e agachamento.

COMO PREVENIR LESÕES NO TREINO?
É meus amigos, a coisa está complicando cada vez mais. Temos que comer bem, treinar igual loucos, descansar o necessário e acima de tudo isso, temos que evitar as lesões, pois esta pode derrubar qualquer pessoa.

1– Aquecimento: Faça 2 séries de 15 a 20 Repetições no primeiro exercício que você fará no dia, que com certeza deve ser o principal do treino. (Agachamento, Levantamento Terra, Supino, Paralelas, etc…). Faça com uma carga extremamente leve. Caminhar na esteira por 5 a 10 minutos também pode ajudar no processo de Aquecimento.
2- Alongamento: Após o Aquecimento, alongue os músculos que serão trabalhados no dia. Lembre-se, no começo do treino faça apenas alongamento leve, segurando no máximo 15 segundos, após o treino pode ser feito alongamento completo.
3– Preste Atenção: Mantenha o foco no que você está fazendo, muitas lesões ocorrem por falta de atenção. Fazer Supino com mais peso de um lado que do outro, não prender as anilhas na barra para executar a rosca direta, etc…
4– Tênis: Deixe o seu nike shox com as 86 molas no armário. Use um tênis com a sola mais plana possível.(All-Stars por exemplo) Tênis com a sola instável pode gerar graves lesões nos joelhos e outras articulações. Já imaginou o que acontece com a mola de um tênis ao realizar um levantamento terra pesado? A sola entorta e as suas articulações sofrem estresse desnecessário.

O QUE FAZER EM CASO DE LESÃO
1– Procure um Médico: Parece ser o óbvio, mas muita gente não faz. Prefere tentar a simpatia que a vizinha ensinou do que procurar um profissional. Quanto mais cedo você procurar ajuda, mais cedo você volta para a academia.
2– Paciência: Tenha paciência e espere a recuperação completa para voltar a treinar, do contrário você pode piorar o quadro e ficar muito mais tempo sem poder ir para a academia.
3– Bom Senso: Se algum exercício faz a área lesionada doer de qualquer forma, corte estes exercícios do seu treino.

CONCLUSÃO
A prevenção contra as lesões deve ter prioridade máxima na rotina de qualquer atleta. Pois um machucado pode manter qualquer pessoa longe da academia por tempo indeterminado ou na pior das hipóteses, fazer você se aposentar do treino com pesos para sempre.(Bate na madeira)Ninguém tem o corpo fechado, uma hora ou outra a lesão chega até você e pode ser tarde demais,Veja outra dicas simples abaixo.

Quando a dor na musculação vale a pena

 
Pare de reclamar, cara. Ok, sentir dor é uma droga, mas pode significar que seu corpo está ficando mais forte e ganhando com o esforço. Para você não correr o risco de se exercitar de menos, por medo de uma sensação normal, ou demais, por ignorar um sinal de perigo, enumeramos as dores mais comuns do treino e apontamos quais você deve aguentar e quais merecem atenção.
1. Não dê moleza para seu corpo
A dor muscular costuma atacar de 24 a 72 horas depois de uma sessão de exercícios pesados. É como uma ressaca dos músculos.

AGUENTE FIRME

O exercício causa uma resposta inflamatória do corpo. “É sinal de que os músculos estão reagindo”, explica Sarah Hardman, fisiologista do Instituto Inglês Para o Esporte.

Insista no exercício
A dor não é uma desculpa para folgar. “Exercício suave nos músculos doloridos aliviam”, diz Sarah. Um estudo da Universidade da Carolina do Leste (EUA) revelou que uma massagem duas horas depois do treinamento também ajuda. Aplique pressão no local afetado com movimentos circulares para melhorar a circulação.

2. Ponha fim à pontada

É como uma punhalada intensa debaixo da sua caixa torácica. A impressão é de que alguém enfia uma faca entre suas costelas.
DÊ UM TEMPO
A pontada acontece quando os ligamentos peritoneais – localizados em torno do diafragma – tensionam em excesso porque  seu torso sofreu uma torção.
Trate bem dos seus ligamentos

“Faça ‘respirações abdominais’ profundas”, diz Sammy Margo, fisioterapeuta de Londres (Inglaterra). Isso evita os espasmos que causam o problema. Na corrida, expire só quando a perna oposta à pontada atingir o chão. Especialistas da Universidade da Cidade do Cabo (África do Sul) afirmam que isso alivia a dor.

3. Aguente a queimadura
Você está dando o máximo e, de repente, a sensação é de uma injeção de ácido sulfúrico.
AGUENTE FIRME

“Essa é uma dor que não deve preocupar”, diz Sarah. “O ardor é porque você está trabalhando um pouco abaixo do limiar lático (limite antes que o ácido lático acumule nos seus músculos), o que torna mais rápida a queima de gordura.”
Ponha lenha na fogueira

Para trabalhar no limiar láctico, corra durante 30 minutos em ritmo de exaustão. Use um frequêncimetro e cheque sua média dos últimos 20 minutos. Essa deve ser sua meta em exercícios aeróbicos. “Aumente  sua tolerância láctica com treino intervalado”, aconselha Sarah. Suba correndo uma colina suave a 90% do seu esforço máximo por um minuto. O intervalo é descer em ritmo de jogging. Repita a ida e volta por seis vezes e sinta o ácido lático penetrar. Um estudo da Universidade da Austrália Ocidental descobriu que os atletas que faziam isso aumentaram a capacidade de isolar as substâncias que fazem os seus músculos produzirem ácido lático em até 25%. Mas, antes de começar, deixe um extintor de incêndio preparado – porque vai queimar.

4. Explore seus limites, mas só de vez em quando
A náusea provocada por excesso de exercícios é uma sensação semelhante a uma bebedeira em um barco.
DÊ UM TEMPO

Você vai passar mal quando está com baixo nível de açúcar no sangue, desidratado – ou tomou água demais durante o exercício – ou forçou a barra no esforço.
Exija esse nível de esforço do seu corpo raramente

Isso só vale se você estiver, por exemplo, treinando para um triatlo. “Às vezes é um estímulo para os atletas porque mostra o quanto eles treinaram”, diz Sarah. “Mas, para evitar o mal-estar, você precisa estar devidamente hidratado e bem alimentado.” A especialista recomenda um lanche rico em carboidratos, uma hora antes de começar o treino, e ingestão constante de água.

5. Trema e fique forte
Músculos tremem sob pressão. São como gravetos sustentando um bloco de concreto.
AGUENTE FIRME
A tremedeira ocorre quando as células nervosas que controlam seus músculos abandonam o serviço porque estão exaustas.
Descanse um pouco e, então, repita “Isso é sinal de que o corpo passou por algo a que não está acostumado”, explica Matt Lee, fisiologista da Universidade Estadual de São Francisco (EUA). Mas isso passa: “Quanto mais você se exercita, mais os neurônios e fibras musculares se adaptam ao esforço, o que resulta em menos contração”, diz. Aumente para três minutos o descanso entre séries e treine um dia a mais por semana.


FONTE: Menshealth.abril.com.br

Saiba o por quê se sente dor depois da musculação?


Quando se fala em dores musculares após os exercícios, é preciso prestar bastante atenção e identificar as características dessas dores. Se elas são causadas pelos efeitos fisiológicos normais dos exercícios físicos ou pela piora do quadro de lesões como distensões, torções ou doenças articulares.

Mesmo quando o indivíduo possui um bom estado de saúde, ele pode sentir dores musculares após a prática de exercícios físicos, conhecida cientificamente por ''dor muscular tardia''.

A dor muscular tardia, geralmente, manifesta-se após as 8 primeiras horas do exercício, atinge o seu pico entre 24 e 72 horas, e diminui depois. Ela é provocada por microlesões nas fibras musculares ocasionadas pelo esforço físico intenso, ou pela prática de alguma atividade física a qual não estamos acostumados a realizar.

Quando essas lesões ocorrem, as fibras musculares criam mecanismos de recuperação para reparar os danos causados. Esse mecanismo é esperado, pois aumenta a resistência e a hipertrofia (aumento) muscular.

É importante destacar que em um treinamento constante, sem interrupções, há adaptação à dor, ou seja, o indivíduo consegue repetir a mesma sessão de treinamento, causando lesões estruturais às fibras musculares parecidas, sem ter a mesma dor das primeiras sessões. Isso quer dizer que na musculação a dor muscular tardia só deve aparecer na fase inicial, ou quando há elevação da carga de treinamento. Se a dor persistir após cada sessão, o programa deve ser revisto, ou a causa da dor investigada.

O uso de medicamentos como relaxantes musculares não é um bom caminho para diminuir as dores musculares provocadas pelo exercício físico. A necessidade do uso dessas substâncias só comprova que o programa está sendo excessivo para o indivíduo. Portanto, o melhor a fazer para evitar os incômodos das dores pós-exercícios é treinar com cautela e respeitar os limites de cada um.

Se necessário, diminua a intensidade do seu treinamento. O corpo nos dá respostas proporcionais aos estímulos aos quais é submetido. Portanto, as dores excessivas significam que os limites do corpo não estão sendo respeitados.

Denilson de Castro Teixeira, educador físico

FONTE: Bonde.com.br

Sente dor depois da musculação? Saiba o por quê

Quando se fala em dores musculares após os exercícios, é preciso prestar bastante atenção e identificar as características dessas dores. Se elas são causadas pelos efeitos fisiológicos normais dos exercícios físicos ou pela piora do quadro de lesões como distensões, torções ou doenças articulares.

Mesmo quando o indivíduo possui um bom estado de saúde, ele pode sentir dores musculares após a prática de exercícios físicos, conhecida cientificamente por ''dor muscular tardia''.

A dor muscular tardia, geralmente, manifesta-se após as 8 primeiras horas do exercício, atinge o seu pico entre 24 e 72 horas, e diminui depois. Ela é provocada por microlesões nas fibras musculares ocasionadas pelo esforço físico intenso, ou pela prática de alguma atividade física a qual não estamos acostumados a realizar.

Quando essas lesões ocorrem, as fibras musculares criam mecanismos de recuperação para reparar os danos causados. Esse mecanismo é esperado, pois aumenta a resistência e a hipertrofia (aumento) muscular.

É importante destacar que em um treinamento constante, sem interrupções, há adaptação à dor, ou seja, o indivíduo consegue repetir a mesma sessão de treinamento, causando lesões estruturais às fibras musculares parecidas, sem ter a mesma dor das primeiras sessões. Isso quer dizer que na musculação a dor muscular tardia só deve aparecer na fase inicial, ou quando há elevação da carga de treinamento. Se a dor persistir após cada sessão, o programa deve ser revisto, ou a causa da dor investigada.

O uso de medicamentos como relaxantes musculares não é um bom caminho para diminuir as dores musculares provocadas pelo exercício físico. A necessidade do uso dessas substâncias só comprova que o programa está sendo excessivo para o indivíduo. Portanto, o melhor a fazer para evitar os incômodos das dores pós-exercícios é treinar com cautela e respeitar os limites de cada um.

Se necessário, diminua a intensidade do seu treinamento. O corpo nos dá respostas proporcionais aos estímulos aos quais é submetido. Portanto, as dores excessivas significam que os limites do corpo não estão sendo respeitados.

Denilson de Castro Teixeira, educador físico
FONTE: Bonde.com.br

DOR E MUSCULAÇÃO: QUAL É A RELAÇÃO?


Primeiro dia de academia. A empolgação é tanta, que geralmente ultrapassamos nossos limites. A consequência vem no dia seguinte, na forma de uma dor muscular terrível. Justamente por demorar de 24 a 48 horas para surgir, essa dor é chamada de dor muscular de início retardado. Mas qual é a razão do surgimento dessa dor?

Há muito tempo procura-se a resposta para essa pergunta e cogitou-se que o acúmulo de lactato (ou ácido lático) no músculo pelo suprimento insuficiente de oxigênio durante o exercício provocaria a dor. No entanto, as evidências atuais mostram que a dor não é ocasionada pelo acúmulo de lactato. Estudos envolvendo microscopia eletrônica revelaram que após uma força mecânica excessiva dos músculos, ocorre lesão tecidual. Isso mesmo, parte das fibras musculares rompem-se.

Ainda não há uma teoria bem estabelecida de como essa dor muscular ocorre e qual a sua explicação fisiológica, mas hipóteses acerca desse assunto foram levantadas. Uma delas, proposta por Armstrong (1984) postula que as contrações musculares em excesso ocasionam lesão do tecido muscular e do tecido conjuntivo adjacente, provocando o escapamento de cálcio armazenado no retículo endoplasmático. O cálcio liberado ativa enzimas chamadas proteases, que degradam proteínas presentes no músculo. Além disso, o cálcio acumula-se nas mitocôndrias, inibindo a produção de ATP, uma molécula essencial em diversas reações biológicas. A degradação das proteínas musculares realizada pelas proteases gera um processo inflamatório, estimulando as terminações nervosas (receptores da dor), resultando na sensação de dor muscular.

Para evitar esse problema, o ideal é iniciar a musculação com um programa de treinamento físico gradual e com o aconselhamento de um profissional de Educação Física.

Luciane Pivetta


FONTE: Curiofisica.com.br

Musculação, lesão no ombro


Cuidados com leões no ombro, explicação  de  EVANDRO.


Lesões mais comuns na academia

Foto de pessoa com dor muscular
Certamente você conhece alguém que já relatou algum tipo de dor quando praticava exercício físico na academia, ou até mesmo sentiu na própria pele esse tipo de sensação. As lesões no ambiente de academia geralmente se tornam mais presentes quando o aluno ou o professor extrapolam na quantidade de cargas de trabalho (intensidade) e nas séries e repetições de exercícios (volume).

O exagero associado a técnicas incorretas na aplicação dos movimentos são os principais fatores que ocasionam lesões na academia. É sempre importante fazer exercícios preventivos, no sentido de fortalecer músculos, tendões e ligamentos, preparando o seu corpo para a atividade. Respeitar as limitações da estrutura corporal é um pré-requisito importante para se ter sucesso na academia.

As lesões mais frequentes na academia localizam-se nas articulações do joelho e ombro. A condromalácea patelar, a tendinite e dores localizadas nas vértebras lombares são alguns exemplos de problemas gerados pela prática incorreta. Alguns exercícios são excelentes para prevenir esses tipos de lesões e deveriam ser obrigatórios no programa de treinamento.

Insistir na dor e consumir antiinflamatórios por conta própria é o erro mais comum e grave para o agravamento da lesão. É interessante que o aluno comunique ao seu professor qualquer tipo de anormalidade que comprometa seu rendimento no exercício físico. Dependendo do nível da lesão, o tratamento fisioterápico ou o repouso completo será necessário. Por mascarar a dor, a utilização indiscriminada de antiinflamatórios poderá deixar o aluno mais confiante para a manutenção ou aumento das cargas de trabalho, resultando em um aumento da área lesionada e consequente afastamento da academia.

Não existe uma restrição total das modalidades quando o aluno se machuca. O fato é que determinadas lesões irão restringir alguns tipos de movimentação naquela fase aguda do tratamento. Portanto, o diálogo franco com o seu professor é fundamental para se encontrar estratégias viáveis para a solução do problema.

Fica a necessidade de conscientizar os alunos sobre os riscos existentes durante o treino na academia e orientá-los para a identificação de sinais que possam comprometer a sua saúde, buscando com isso reduzir a ocorrência de lesões e garantir melhor qualidade de vida.



Imagem: http://1.bp.blogspot.com
Texto: Professor Tiago Baldez
Fisiologista do Exercício e Massoterapeuta
CREF 5364-G/DF
E-mail: tiago.personal@hotmail.com
Telefones: 8165-0377 / 3202-4035

FONTE: http://www.senado.gov.br/portaldoservidor/jornal/jornal102/fitness_lesoes.aspx

 

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