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Ebook de Aprenda a montar seu treino de musculação





APRENDA A MONTAR SEU TREINO DE MUSCULAÇÃO 
O guia definitivo Por Wevertton Waldir
Fruto de mais de 4 anos estudando sobre musculação e hipertrofia, o "Como Montar Meu Treino - Musculação" 
 É um ebook completo e definitivo para os praticantes de musculação que estão cansados de treinos cansativos na academia e esperar um resultado que nunca chega. 
Com este Guia Definitivo você vai aprendera a estruturar e  montar seu próprio treino e ter o máximo de resultado com a liberdade de otimizar seu cronograma quando quiser. 
Esse ebook guia é indicado para pessoas que realmente querem dar aquele Up! no corpo e não podem pagar caro por um personal trainer.
Faça parte de um grupo seleto de pessoas que estão conquistando o corpo que realmente querem!
Dividido em 8 capítulos totalmente práticos, o ebook guia lhe ensinará passo a passo vários métodos e técnicas que você precisa saber para aprender a montar seu próprio treino de musculação de forma simples, direta e eficiente.


Musculação Na Adolescência




Muitos adolescentes olhar para os seus physiques ainda magros e acho que eles precisam para começar a levantar pesos, a fim de crescer. Embora seja verdade que um plano bom exercício pode ser benéfico para um adolescente, existem alguns perigos para a partida para um plano vigoroso muito cedo. Aqui estão algumas dicas para o fisiculturista adolescente potencial:

Não comece muito cedo - A adolescente não terá crescido o suficiente para suportar pesos de levantamento até que sejam 15 ou 16 anos de idade. Começando antes deste ponto pode causar lesões e levar a problemas de desenvolvimento.

Se você quiser se exercitar em uma idade mais jovem, se concentrar em atividades de cardio e aeróbica. Desta forma, você irá construir a resistência e flexibilidade que você precisa para o fisiculturismo real uma vez que seu corpo se desenvolve mais.

Fique com os elevadores centrais - revistas de musculação modernos são preenchidos com exercícios exóticos para bodybuilders experientes. Estes geralmente são desperdiçados nos novatos. O truque é ficar com os clássicos - supino, agachamento, cachos e elevadores. Estes são os melhores para o desenvolvimento de massa muscular.

Os outros elevadores são para trabalhar músculos específicos e criar uma aparência. É preciso lembrar que os fisiculturistas que estão usando esses exercícios foram musculação há anos, com a maior parte do tempo gasto com os elevadores principais.

Não overlift - Se você ferir o halterofilismo como um adolescente, pode afetar negativamente o seu desenvolvimento. Tentando levantar pesos que você só pode fazer uma ou duas repetições até o fracasso não é a abordagem certa para você. Você está tentando construir a massa muscular e a resistência. Para conseguir isso, para manter pesos onde você pode fazer 8-12 reps em um conjunto. Você verá o progresso muito mais rápido se você fizer.

Coma bem - Isso é algo que todos os bodybuilders experientes aprenderam bem, e algo que a maioria dos fisiculturistas começam ignorar. Isso não quer dizer que você precisa para seguir a dieta Schwarzenegger como um teeenager.

Mas se você está tentando perder gordura e ganhar músculo, você vai querer se concentrar a sua ingestão de alimentos para garantir que você está comendo proteínas suficientes e cortar o excesso de açúcar e gordura. Isso significa eliminar junk food e pop.

O melhor lugar para começar é com café da manhã, onde uma refeição composta de um par de ovos, um cereal de alta fibra e um copo de suco de laranja é perfeito. A única coisa sobre a proteína é que seu corpo só pode absorver tanto dele de uma vez.

Assim, comer um bife enorme para o jantar e não outra proteína durante todo o dia não vai te ajudar. A melhor solução é comer várias pequenas refeições por dia, cada um com uma fonte de proteína.

Procure não tomar suplementos - Como um adolescente, seu corpo está cheio de hormônios. Seu nível de testosterona é dez vezes maior do que alguém em seus 20 anos. Você não precisa de esteróides, andro, creatina ou qualquer um dos outros suplementos que ficou famosa pelos títulos e tudo mais. Eles podem ter um impacto negativo grave em seu corpo, incluindo o crescimento inibindo o seu.

Musculação pode ser uma ótima maneira para uma adolescente para melhorar sua imagem, auto-confiança e dedicação. No entanto, vale a pena ser esperto sobre isso, e aprender o máximo possível antes de começar.

OS 10 MELHORES EXERCÍCIOS NA MUSCULAÇÃO


OS 10 MELHORES EXERCÍCIOS NA MUSCULAÇÃO


Conheça os princípios do treinamento de Weider


Este artigo foi escrito por: Marcelo Sendon

A mistura entre o Heavy Duty, HIT e Weider é a forma mais comum de treinamentos em academias. Conheça neste artigo os 15 principais princípios do treinamento Weider, imortalizado nos anos 50 por “pequenos” atletas como Lou Ferringo, Arnold e muitos outros.
Lembre-se sempre de adaptar seu treino conforme suas necessidades e, conforme, claro os princípios aqui estabelecidos. 
1 – Sobercarca

A base de qualquer treinamento com pesos é o aumento progressivo de cargas, com os fins não só de aumento de volume muscular, mas de força e fibras também.
2 – Isolação
Cada músculo possui uma maneira diferente de progressão e, deve ser tratado individualmente, conforme seus arranjos de fibras, qualidade e capacidade.
3 – Confusão muscular
É comum que o músculo se adapte com o passar do tempo as cargas e ao estilo de treinamento. Então, fazer variações de exercícios, séries, cargas e repetições é primordial.
4 – Prioridade.
Priorize seus músculos mais fracos e menos trabalhados, usando-o em treinos ao início de sua rotina e, treinando-os com foco maior.
5 – Pirâmide
A fibra muscular cresce a contrações de pesadas cargas e resistências. Assim, os princípios de pirâmide e pirâmide invertida são ótimos para recrutar todos os tipos de fibras musculares (brancas e vermelhas) e retirar todo glicogênio do músculo.
6 – Rotina dividida
Divida seus músculos com inteligência. Se treinará menos dias na semana, aumente as séries e os exercícios. Se treinará mais dias, então o treino deve ser menos volumoso. Mas jamais perca a INTENSIDADE!
7 – Bombeamento de sangue para o músculo
Para isso, é importante sempre aquecer o músculo, fazer exercícios isométricos, polimétricos e lembrar-se sempre de contrair o músculo a cada repetição com pesos.
8 – Superséries
As super séries ajudam a fadigar ainda mais os músculos primários e secundários e, de quebra, ajudam a reduzir o tempo de um treino volumoso.
9 – Séries compostas
Séries compostas juntamente com super séries, produzem um efeito inesperado na resposta muscular com seu aumento de força, tamanho e resistência.
Você pode, por exemplo fazer supino reto, imediatamente após o término da série, fazer rosca direta e, para fechar o primeiro circuito, ir para o burrinho até a exaustão.
10 – Princípio Holístico
Este baseia-se nas células musculares que constroem cada fibra muscular, individualizando assim seus treinos, exercícios e repetições
11 – Cíclico
Variar a rotina durante um período é sempre importante! Um exemplo de treino cíclico são as fases: Resistência – Força – Hipertrofia – Definição muscular – Vascularização.
12 – Isotensão
Trata-se do aumento do controle muscular afim de produzir maior resistência, recrutamento de fibras e bombeamento de sangue para o músculo.
13 – Impulso
Trata-se de fadigar o músculo de forma lenta e contrativa. Séries superlentas são um bom exemplo para isso.
14 – Triséries
Segue o mesmo princípio das séries compostas, porém, com 3 exercícios de 3 grupos musculares diferentes.
15 – Séries gigantes
Talvez o princípio mais conhecido no treinamento Weider, são as séries gigantes, compostas por 4 ou 5 exercícios por músculo e 4 ou 5 séries por exercício.

Montando sua Ficha de Treino


Ao montar uma rotina de treinamento deve-se, em primeiro lugar, observar a divisão dos treinos durante a semana. O objetivo deste artigo não é apontar de forma absoluta como se dividir um treinamento, mas sim apresentar possíveis soluções para os menos experientes ou para aqueles que por ventura tenham algum tipo de dificuldade em fazer esta divisão. Abordaremos neste artigo, as divisões mais comumente utilizadas, seja por atletas recreativos ou mesmo por fisiculturistas profissionais.

Treino de adaptação:

Sempre que uma pessoa começa a treinar, as dores musculares (principalmente nas primeiras semanas) são muito fortes, inclusive causando limitação de movimentos em muitos casos. A fim de evitar estes efeitos indesejáveis, um período de adaptação ao exercício deve ser utilizado, onde as sessões iniciais sejam de média duração (com séries altas, de 15 a 20 repetições, por exemplo) e de baixa intensidade (pesos mais leves), aumentando com o decorrer do tempo. Com isso, você permitirá que seu corpo (estruturas musculares e articulares) se adapte à sua nova realidade, podendo então ser gradativamente submetido a uma maior carga de treinamento. Fazendo isso, você evita essa dores musculares tardias e em um período de um a dois meses em média (recomendado) estará pronto para iniciar com os “treinos de verdade”.

Exemplos de divisões para adaptação:

ABC
(Seg-Qua-Sex) ou (Ter-Qui-Sab)

A- Peito, ombros e tríceps
B- Coxas, panturrilhas e abdominais
C- Costas e bíceps

AB
(Seg-Qui) ou (Ter-Sex)

A- Membros superiores
B- Membros inferiores e abdominais


Treino para iniciantes:

Passado o período de adaptação, você deve iniciar o treinamento, propriamente dito. Aumentando intensidade e reduzindo o volume de exercícios, você poderá começar a estimular seus músculos a crescerem. Mas para isso, eles necessitarão de um tempo maior para se recuperarem antes da próxima jornada. Este é um ponto importante a ser observado ao se definir uma divisão de treinamento. Treinar o músculo agonista no dia imediatamente anterior ao sinergista (ou vice-versa) torna-se contraprodutivo, uma vez que este não terá tempo suficiente para se recuperar. Isso pode causar um efeito exatamente contrário ao seu objetivo, pois o músculo precisa de tempo para se recuperar das microlesões produzidas pelo treino, construindo músculos maiores e mais fortes (hipertrofia). Este é também um dos motivos pelo qual não se deve treinar o mesmo músculo várias vezes na semana. Uma outra razão para não se trabalhar um mesmo músculo em dias subsequentes ou repetidamente durante um prazo muito curto é o temido Overtraining (estresse muscular por excesso de esforço).

Antes de partirmos para as divisões, vamos definir o que é agonista, antagonista e sinergista:

MÚSCULO AGONISTA - É o músculo ou grupo muscular que está se contraindo (”foco do exercício”), o principal músculo produzindo movimento articular ou mantendo uma postura. Este é designado como músculo agonista. O agonista sempre se contrai ativamente para produzir uma contração concêntrica, excêntrica ou isométrica.

Exemplo: O músculo agonista no movimento de supino é o peitoral.

MÚSCULO ANTAGONISTA – O antagonista é o músculo ou grupo muscular que possui ação anatômica oposta à do agonista. Usualmente o antagonista é o músculo que não está se contraindo, não auxilia e nem resiste ao movimento, mas que passivamente se alonga ou encurta para permitir que o movimento ocorra.

Exemplo: O músculo antagonista no movimento de supino é o bíceps.

MÚSCULO SINERGISTA – Um músculo é considerado sinergista sempre que este se contrai ao mesmo no tempo do agonista, mas não é o principal músculo responsável pelo movimento ou manutenção da postura. Normalmente o músculo sinergista executa o movimento (mesmo não sendo o músculo-alvo), e normalmente existem mais de um músculo sinergista em um mesmo movimento articular.

Exemplo: Os músculos sinergistas no movimento de supino são os tríceps e deltóides (principalmente, mas existem outros).

Como o atleta iniciante ainda não tem pleno domínio dos exercícios e da maneira de como exigir o máximo de seus músculos, as divisões que devem ser normalmente adotadas são:

ABC
(Seg-Qua-Sex) ou (Ter-Qui-sab)

A- Peito, ombros e tríceps
B- Coxas, panturrilhas e abdominais
C- Costas e bíceps

A- Peito e bíceps
B- Coxas, panturrilhas e abdominais
C- Costas, ombros e tríceps

A- Peito e tríceps
B- Coxas, ombros e abdominais
C- Costas, bíceps e panturrilhas

ABC2X (ABC-ABC, trabalhando os mesmos grupos musculares duas vezes na semana: Seg-Qui / Ter-Sex / Qua-Sab)

A- Peito, ombros e tríceps
B- Coxas, panturrilhas e abdominais
C- Costas e bíceps


Treino para atletas intermediários:

No nível intermediário torna-se necessário aumentar o a intensidade de treinamento. Além disso, o grau de complexidade dos exercícios também aumenta, pois durante a fase de iniciante o indivíduo melhorou sua coordenação na execução dos movimentos. Nesta fase o atleta já conhece bem o seu corpo e sabe como produzir o estresse adequado ao músculo-alvo, conseguindo maior intensidade durante os treinos e também utilizando-se de outras estratégias, como as vistas neste artigo. Normalmente, as divisões a partir deste nível são feitas de maneira que se treine uma menor quantidade de grupos musculares por dia, pois a fadiga muscular causada pelo treino é grande e também porque normalmente se necessita de um tempo ainda maior para plena recuperação dos músculos.

Exemplos de divisões de treino para atletas intermediários:

ABCD
(Seg-Ter-Qui-Sex) ou (Seg-Ter-Qui-Sab)

A- Peito e ombros
B- Costas, trapézios e abdominais
C- Coxas e panturrilhas
D- Bíceps, tríceps, antebraços e abdominais

A- Peito e Tríceps
B- Costas, bíceps e antebraços
C- Coxas e panturrilhas
D- Ombros, trapézio e abdominais

ABCDE
(Seg-Ter-Qua-Qui-Sex) ou (Seg-Ter-Qui-Sex-Sab)

A- Peito e panturrilhas
B- Costas e antebraços
C- Coxas
D-Ombros e trapézio
E- Bíceps, tríceps e abdominais

A- Quadríceps e panturrilhas
B- Peito e tríceps
C- Costas, bíceps e abdominais
D-Hamstrings (posterior da coxa) e panturrilhas
E- Ombros e trapézio


Treino para atletas avançados:

O ritmo de treino e grau de complexidade dos exercícios aumentam novamente. Alguns poucos atletas utilizam treinar os músculos sinergistas de um determinado grupamento no dia seguinte, mas esse tipo de divisão avançada não é indicada para pessoas e atletas que não possuam um AMPLO conhecimento a cerca dos princípios e metodologias envolvidas na montagem coerente de um ciclo de treinamento, bem como um AMPLO domínio sobre os movimentos executados e conhecimento do próprio corpo. Os motivos já foram explicados anteriormente.

Exemplos:

ABCD
(Seg-Ter-Qui-Sab) ou (Seg-Ter-Qui-Sex)

A- Peito e bíceps
B- Ombros, tríceps, pescoço e reto abdominal
C- Costas, trapézio e antebraços
D- Coxas, panturrilhas, oblíquos e transverso do abdome

A- Peito e ombros
B- Costas, trapézio, pescoço e reto abdominal
C- Coxas e panturrilhas
D- Bíceps, tríceps, antebraços e oblíquos e transverso do abdome

ABC – Treinamento dividido
(Seg-Qua-Sex) ou (Ter-Qui-Sab)

A- manhã = Peito / noite = Bíceps e panturrilhas
B- manhã = Ombros e tríceps / noite = Abdominais
C- manhã = Costas e lombar / noite = Trapézio e pescoço

ABCDE
(Seg-Ter-Qua-Sex-Sab) ou (Seg-Ter-Qui-Sex-Sab)

A- Peito e ombros
B- Anterior da coxa e abdominais
C- Costas, trapézios e pescoço
D- Posterior da coxa e panturrilhas
E- Bíceps, tríceps, antebraços e abdominais

ABCDEF
(Seg-Ter-Qua-Qui-Sex-Sab)

A- Anterior da coxa e abdominais
B- Posterior da coxa e panturrilhas
C- Bíceps, tríceps e antebraços
D- Peito e abdominais
E- Ombros e trapézio
F- Costas e pescoço

A- Anterior da coxa e panturrilhas
B- Peito e ombros
C- Abdominais
D- Posterior da coxa e panturrilhas
E- Costas, trapézio e pescoço
F- Bíceps, tríceps e antebraços

Alguns Mitos em relação à prática de exercícios!!




Anne Kaline Duarte de Aguiar
Assessoria Desportiva e Qualidade de vida
Personal Trainer
Cref 002572 - G/PB


1-    1 - Sentir dores nos dias iniciais ao treino é normal, pois o corpo está recebendo novo estímulo, mais atenção se essas dores permanecerem pode ser uma indicação que está executando os exercícios de forma incorreta. Com o passar dos dias seu corpo vai adquirindo um condicionamento físico, ou seja, uma adaptação ao exercício, onde posteriormente com a mudança da atividade, da intensidade (carga), essas dores podem voltar, porém por um período curto, pois será um novo estímulo então isso é normal;
2-    2- Fazer abdominal não EMAGRECE, pois esse tem a função de trabalhar a musculatura, estamos apenas contraindo o músculo do abdome, porém irá favorecer na postura, então fiquem ligados para eliminar a gordura nessa região aposte em exercícios aeróbicos;
3-   3- Já ouviram falar que ir para academia com muitas roupas (casacos) isso ajuda a perder peso? MITO, pois não é o fato de sentir mais calor ou transpirar que seu treino irá render mais do que seu colega, isso é apenas perdendo água e não gordura lembrem da questão da hidratação durante o treino;
4-  4 - Musculação deixa a mulher musculosa e não emagrece? MITO, pois a balança nesse item não irá ajudar. Quem malha fica mais pesado, não que seja de gordura, mais esse indivíduo que pratica musculação está ganhando massa muscular, com isso a tendência é perder medidas sem perder peso, por isso a importância da avaliação física, porém não adianta fazer musculação e não ficar de olho na dieta, pois quem exagera em calorias diária é tendência é engordar, independente de praticar alguma atividade física, por tanto fique de olho;
5-   5 - Nada de ficarem várias horas na academia, não significa quanto mais exercício você fizer mais rápido irá emagrecer, o ponto chave para atingir seu objetivo é mesmo na dieta, não tenha dúvidas nessa questão, pois o exercício físico muda a composição corporal isso é fato, mais seguir na alimentação balanceada é fundamental, embora os exercícios sejam de extrema importância para a saúde e um meio efetivo para emagrecer.

Musculação para adolescentes


Incerteza dos pais e desejo dos adolescentes: fazer musculação.

8 dicas para render mais na academia


Em algum momento da vida de um homem esportista, a monotonia ao malhar aparece. É difícil permanecer constantemente motivado quando sua vida está atarefada ou você tem outros interesses que tirem seu foco.
Se souber tornar seu treino mais interessante, pode reagir e finalmente alcançar seus objetivos físicos. Aqui trago ótimas técnicas – e testadas – para evitar a monotonia na academia.
1– Inverta a ordem de seus exercícios
Esta é uma dica ótima não só para combater a monotonia, mas também para desafiar a si mesmo. A rotina típica consiste em começar com os maiores levantamentos, e depois ir para exercícios isolados. Nas próximas sessões, faça o contrário. Isto vai utilizar o princípio da pré-fadiga no seu treino. Quando você começar os levantamentos, já vai ter usado os músculos, e terá que fazer mais esforço.
Um pequeno cuidado aqui: possivelmente você terá que erguer menos peso, e é sempre bom ter alguém por perto, caso os músculos falhem.
2– Faça um “cardio-circuito”
Se seu objetivo maior é perder gordura, não é novidade que você precisa de exercícios aeróbicos. Ao invés de permanecer horas no mesmo aparelho, troque em intervalos de 10-15 minutos. Saia da esteira e vá para o transport, depois para a ergométrica, e por aí vai. Isto não só tornará seu exercício aparentemente mais curto, como evita o sobretreinamento e aumenta a variedade de músculos utilizados.
3– Faça do seu treino um desafio
A melhor forma de dar um gás no seu treino é desafiar algum colega de malhação. Aposte com ele quem vai atingir um certo objetivo primeiro, como aumentar algum peso em 20%, correr sete milhas em menos tempo, e ficar em cima de uma bola daquelas de academia sem ajuda para se equilibrar. O perdedor paga um jantar.
4– Entre em alguma competição
Além de desafiar um amigo, você pode procurar algum evento organizado, como uma corrida, ou campeonato. Isto vai te forçar a atingir suas metas físicas e evitar os deslizes eventuais.
5– Leve para o ar livre
Às vezes, o confinamento na academia pode incomodar. Se for este o caso, leve os exercícios para fora. Definitivamente não é necessário ter pesos e aparelhos para um bom treino de musculação. Tente exercícios que utilizem o peso do corpo, como flexões de braço, saltos, subir degraus, agachamentos, todos em circuito, enfim, séries que criarão sobrecarga e estímulo para seus músculos.
6– Treine objetivando a força
Muitos homens têm a idéia fixa que devem fazer 8-12 repetições de exercícios para obterem grandes músculos. Não é a forma mais adequada de treinar, pois além de levar à monotonia, também condiciona o desenvolvimento muscular a um platô.
Após completar um ciclo de 6-8 semanas da sua série, tente mesclar algum ganho na força. Aumente bastante o peso e tente uma série de 2 a 5 repetições. A variedade vai ajudar você a progredir e provavelmente te deixará surpreso quanto ao seu aspecto físico dali a algumas semanas com esse treino.
7– Faça um intervalo
Às vezes, a monotonia ao malhar é um sinal para dar um tempo. O sobretreino é um problema sério nos marombeiros que exageram, e é uma das causas pelas quais as pessoas não ganham tanto ao longo do tempo. A falta de motivação pode indicar exageiro no treinamento.
Se você acha que é esse o caso, recapitule os seus seis últimos meses de malhação. Caso não tenha tirado uma semaninha sequer para repouso, provavelmente é a hora de fazê-lo. Faça outro tipo de atividade de lazer durante essa semana. Na próxima, seu corpo estará pedindo a malhação de volta.
8– Ache um colega de academia
Um amigo para malhar junto é uma excelente forma de evitar a perda de interesse. Um dos grandes motivos pelos quais os homens acabam largando a academia é a falta de socialização, e isto permite que façamos os dois ao mesmo tempo. Apenas tenha cuidado para não ficar tão dependente de seu amigo, a ponto de não ter motivação para malhar se ele não puder ir.
Com as dicas apresentadas, não há mais motivos para perder a motivação de manter o seu físico em dia. Se variar sua rotina de malhação a cada 4 semanas mais ou menos, não terá que lidar com esse problema tão cedo.

De:  Maurício Garcia

FONTE: Vidasaudavel.powerminas.com

FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO - Os Exercícios com Pesos


De Dr. José Maria Santarém 
 
Os chamados exercícios resistidos, ou exercícios contra-resistência, geralmente são realizados com pesos, embora existam outras formas de oferecer resistência à contração muscular. Musculação é o termo mais utilizado para designar o treinamento com pesos, fazendo referência ao seu efeito mais evidente, que é o aumento da massa musular. Assim sendo, musculação não é uma modalidade esportiva, mas uma forma de treinamento físico.
Os exercícios com pesos constituem a base do treinamento do culturismo (musculação de competição) e dos levantamentos de peso (básico e olímpico), além de participarem da preparação de atletas de diversas outras modalidades. Pelas suas qualidades, a musculação passou a ocupar lugar de destaque nas academias, onde o objetivo é a preparação física das pessoas, independentemente de objetivos atléticos. Além de induzir o aumento da massa muscular, os exercícios com pesos estimulam a redução da gordura corporal e o aumento de massa óssea, levando à mudanças extremamente favoráveis na composição corporal. Homens e mulheres de tôdas as idades podem mudar favoravelmente a forma do corpo com a ajuda do treinamento com pesos.
Do ponto de vista funcional, os exercícios com pesos desenvolvem importantes qualidades de aptidão, constituindo uma das mais completas formas de preparação física. Uma das características mais marcantes dos exercícios com pesos é a facilidade com que podem ser adaptados à condição física individual, possibilitando até mesmo o treinamento de pessoas extremamente debilitadas. Pela ausência de movimentos rápidos e desacelerações, os exercícios com pesos apresentam também baixo risco de lesões traumáticas.
Por tôdas as suas qualidades, e pela documentação da sua segurança geral, o treinamento com pesos ocupa hoje lugar de destaque em reabilitação geriátrica e em terapêutica por exercícios.
MASSA MUSCULAR
O volume dos músculos das pessoas é determinado pelas suas condições genéticas e pelas características da atividade física à qual foi submetido. Algumas pessoas apresentam boa massa muscular, mesmo com estilo de vida sedentário, o que se explica por um código genético favorável. No entanto, com o avançar da idade, mesmo essas pessoas irão perdendo massa muscular por falta de exercícios.
Qualquer exercício estimula algum aumento de massa muscular, embora os exercícios resistidos sejam os mais eficientes nesse sentido. Os exercícios com pesos também produzem resultados variáveis em pessoas diferentes. As pessoas que reagem melhor, aumentando rapidamente a massa muscular, parecem possuir maior número de fibras nos músculos esqueléticos ao nascimento.
Diferenças metabólicas também podem ter influência no potencial para massa muscular, mas este aspecto ainda não está bem esclarecido. O efeito do treinamento é estimular a hipertrofia ou seja, o aumento de volume das fibras musculares. Tanto as fibras musculares brancas (do tipo II ou glicolíticas ou rápidas) quanto as vermelhas (do tipo I ou oxidativas ou lentas) apresentam hipertrofia. As fibras brancas são maiores do que as vermelhas, tanto nos sedentários quanto nos atletas. Algumas evidências sugerem que o treinamento com pesos grandes e baixas repetições (menos de 5) estimulam mais as fibras brancas, e que o treinamento com repetições mais altas (acima de 5) estimulam a hipertrofia de ambos os tipos de fibras.
O treinamento com pesos apresenta dois tipos de sobrecargas, úteis para a hipertrofia: sobrecarga tensional e sobrecarga metabólica, esta do tipo energética anaeróbia. A sobrecarga tensional é o grau de tensão que ocorre no músculo durante a contração, e é proporcional à resistência oposta ao movimento. Quanto maior o peso, maior a sobrecarga tensional. A sobrecarga metabólica é a solicitação acentuada dos processos de produção de energia, e nos exercícios com pesos é dada pelas repetições mais altas e pelos intervalos curtos entre as séries. Estas sobrecargas ocorrem sempre juntas, embora seja possivel enfatizar uma ou outra. Pesos grandes e consequentemente baixas repetições, enfatizam a sobrecarga tensional, enquanto que pesos não tão grandes, que permitem mais repetições, enfatizam a sobrecarga metabólica.
A sobrecarga tensional estimula o aumento das miofibrilas, e este é o principal mecanismo da hipertrofia muscular. A sobrecarga metabólica estimula o aumento da rêde proteica estrutural, das mitocôndrias, e também o acúmulo de glicogênio e água dentro da célula. O glicogênio pode triplicar a sua quantidade, e cada grama dessa substância carrega consigo quase três gramas de água.
O resultado do acúmulo de glicogênio e água é o aumento da consistência do músculo, que se torna mais firme à palpação. Outro efeito da sobrecarga metabólica é a maior vascularização dos músculos.Todos esses efeitos ocorrem tanto nas fibras brancas quanto nas vermelhas.

A associação de sobrecargas que parece ser mais eficiente para o aumento de massa muscular utiliza repetições em torno de 10, e intervalos entre séries de 1 à 2 minutos. Repetições mais altas e/ou intervalos mais curtos costumam ser utilizadas para intumescer e vascularizar os músculos, geralmente associadas à dietas para definição, para efeito de campeonatos ou apresentações.
O grau de sobrecarga tensional ou seja, a quantidade de peso a ser utilizada, costuma ser determinada experimentalmente em cada sessão: utilizam-se pesos leves nas primeiras séries para aquecimento, e nas últimas séries do exercício escolhe-se um peso que permita a realização das repetições planejadas com dificuldade.
O método de determinação de carga máxima para uma repetição (1 RM) costuma ser utilizado como parâmetro de avaliação do desempenho em trabalhos científicos. Em nível de treinamento, técnicos experientes em musculação não utilizam o teste de 1 RM. Mesmo com os estímulos adequados, a hipertrofia muscular poderá não ocorrer caso não haja completa recuperação do organismo entre as sessões de treinamento. As programações mais eficientes em induzir o aumento de massa muscular caracterizam-se por serem curtas, e por incluirem pelo menos dois dias de descanso total do organismo em cada semana.
O uso de anabolizantes permite que o treinamento seja mais exaustivo, mas não garante que os resultados sejam muito diferentes do treinamento sem drogas bem orientado. Geralmente os anabolizantes só fazem grande diferença quando a pessoa treina excessivamente. Embora não se possa negar que os anabolizantes favoreçam a musculação, essas substâncias não mudam o potencial genético, e portanto não são "formadoras de campeões" como popularmente se imagina. Além disto, colocam os usuários em grupos de risco estatístico para várias doenças graves.
EFEITOS DOS EXERCÍCIOS COM PESO NA APTIDÃO FÍSICA
A sobrecarga tensional do treinamento com pesos estimula diretamente a força, e a sobrecarga metabólica, a resistência anaeróbia. Esta é a capacidade de prolongar esforços de alta intensidade. A coordenação é altamente estimulada devido aos movimentos localizados, amplos e relativamente lentos que caracterizam os exercícios com pesos.
A flexibilidade tende a aumentar porque a hipertrofia se acompanha sempre de importante aumento do tecido conjuntivo elástico intra-muscular, mesmo quando os exercícios forem parciais. Além disto, os exercícios com pesos forçam os limites de amplitude dos movimentos, principalmente quando as articulações estão limitadas por retrações capsulares como as induzidas pelo sedentarismo.
Quando a pessoa já está com grandes amplitudes articulares a musculação não pode aumentar a flexibilidade, embora os músculos fiquem mais elásticos e resistentes.
A velocidade de movimentos é uma característica genética que parece não se modificar com a musculação. As diversas manisfestações de potência são bastante estimuladas porque dependem da força e da resistência anaeróbia que aumentam bastante.
Até mesmo a resistência aeróbia aumenta com os exercícios com pesos, embora não aumente significativamente o VO2 máx. A explicação é o aumento do limiar anaeróbio ou seja, a maior intensidade de esforço que a pessoa consegue realizar aerobiamente. Uma hipótese para explicar o aumento do limiar anaeróbio é a maior capacidade contrátil das fibras vermelhas hipertrofiadas, que conseguiriam realizar maior quantidade de trabalho antes que as fibras brancas fossem recrutadas. Para o objetivo de uma preparação física completa, os exercícios com pesos costumam ser associados à alguma forma de exercício aeróbio, para aumentar o VO2 máx.
QUALIDADE DE VIDA
Entende-se por "boa qualidade de vida" a condição das pessoas não se sentirem limitadas para tarefas que desejam realizar por falta de condição física. Evidentemente uma pessoa que tenha bem desenvolvidas tôdas as qualidaders de aptidão estará preparada para qualquer tipo de esforço.
O sedentarismo é a cauda mais frequênte de má condição física, dominuindo todas as qualidades de aptidão. Considerando-se os esforços mais comuns na vida diária e no trabalho braçal, a diminuição de força e flexibilidade são as mais prejudiciais para a qualidade de vida.
A condição aeróbia acima da média, que seria importante para prolongar esforços de baixa intensidade, não é condição necessária para a realização das tarefas da vida diária, e da grande maioria das formas de trabalho braçal.
Quando uma pessoa debilitada apresenta dispnéia e taquicardia frente à pequenos esforços, estamos diante de um efeito da falta de força muscular. Explicando melhor: a quebra da homeostase nos exercícios é proporcional à intensidade do esforço, ou seja, quanto maior a intensidade do esforço, maior a repercussão hemodinâmica.
A intensidade do esforço é um conceito relativo, e que depende do porcentual de capacidade contrátil que está sendo utilizado. Assim sendo, uma tarefa qualquer será de baixa intensidade para uma pessoa forte e de alta intensidade para uma pessoa enfraquecida. Pessoas fortes utilizam menor porcentual de capacidade contrátil do que pessoas debilitadas, para as mesmas tarefas.
Ao aumentar a força muscular portanto, consegue-se diminuir a intensidade dos esforços em geral. No caso de uma pessoa com boa força muscular, na vida diária e no trabalho braçal, a homeostase somente será afetada na medida em que houver necessidade de prolongar os esforços, o que exige resistência. Nestas situações, o tipo de resistência necessária é a anaeróbia. Estes recentes conhecimentos de fisiologia do exercício explicam porque os exercícios com pesos são tão eficientes em reabilitação geriátrica.
O aumento da força e da flexibilidade devolve rapidamente qualidade de vida aos idosos e, mais do que isto, auxilia na prevenção de quedas, com consequente diminuição da mortalidade. Além disto, a adaptabilidade dos exercícios com pesos à pessoas com qualquer condição física, e o baixo índice de lesões, contribuem para a escolha preferencial desses exercícios para pessoas idosas e debilitadas.
MEDICINA DO EXERCÍCIO
Entende-se por medicina do exercício o estudo das relações que existem entre os exercícios físicos e as doenças humanas, nos aspectos profiláticos, terapêuticos e de concomitância. Medicina do exercício não é uma especialidade médica. Trata-se de uma área do conhecimento, de importância para todos os médicos, e para várias especialidades como a epidemiologia, clínica médica, medicina esportiva, fisiatria, ortopedia, geriatria, e outras. Também na educação física, na fisioterapia, e em outras áreas onde os profissionais utilizam a atividade física, é importante conhecer as relações do exercício com as doenças.
Na área da profilaxia de doenças, numerosos estudos contribuem para que a atividade física seja considerada um dos fatores estimulantes da saúde, diminuindo os riscos das pessoas desenvolverem algumas condições patológicas. Tudo indica que a atividade física atua diminuindo o stress emocional, alterando favoravelmente a fórmula sanguínea, reduzindo a gordura corporal, aumentando a massa muscular, aumentando a densidade óssea, ativando o metabolismo dos nutrientes, modulando o sistema imunológico, e proporcionando aptidão física para uma boa qualidade de vida.
A maioria dos estudos, no entanto, são de natureza populacional, e algumas dúvidas ainda não puderam ser respondidas. Exemplificando: ainda não se sabe qual o volume e a intensidade de atividade física suficientes para desencadear os efeitos benéficos para a saúde. Sabe-se apenas que volumes e intensidades excessivos são prejudiciais. Por outro lado, alguns aspectos já estão razoavelmente bem esclarecidos. Por exemplo, qualquer tipo de atividade física parece ser saudável, esportiva ou laborativa, desde que compatível com a condição física da pessoa.
PERÍODO DE CRESCIMENTO
A literatura científica não confirma as hipóteses de prejuizo à saúde ou ao desenvolvimento de crianças e adolescentes em treinamento com pesos. No entanto, por prudência, técnicos experientes concordam em evitar grande sobrecarga tensional e grandes volumes de treinamento.
PESSOAS IDOSAS
Pessoas idosas e sedentários devem ser treinados com pesos com os mesmos cuidados dispensados às crianças e aos adolescentes, com mais uma precaução: as amplitudes dos movimentos precisam ser cuidadosamente adaptadas para cada caso individual. Frequantemente, idosos apresentam retrações capsulares e processos degenerativos articulares que impedem grandes amplitudes de movimento.
As retrações capsulares, geralmente por sedentarismo, são lentamente corrigidas forçando-se um pouco os limites do movimento. A dor forte e persistente nos limites da amplitude indica processos degenerativos que devem ser respeitados. Nesses casos utilizam-se pesos difíceis para efeito de treinamento, mas sem forçar os limites das amplitudes.
ATEROSCLEROSE
A deposição de placas de colesterol (ateromas) na parede das artérias recebe o nome de aterosclerose. Arteriosclerose é outra situação: trata-se do endurecimento das paredes arteriais. As pessoas idosas costumam apresentar arteriosclerose mas nem todas apresentam depósito de ateromas.
A arteriosclerose diminui a capacidade de adaptação do sistema vascular aos esforços, mas sem maiores consequências para a saúde. Ao contrário, a aterosclerose leva ao enfraquecimento e dilatação localizada (aneurismas) das artérias, que podem se romper.
Além disto, as placas de ateromas diminuem o fluxo de sangue para os diversos órgãos, e em situações de aumento da demanda por oxigênio podem precipitar um infarto (morte tecidual). Os exercícios físicos, incluindo os exercícios com pesos, diminuem os triglicerídeos no sangue, diminuem também as lipoproteinas nocivas (LDL), e aumentam os níveis das lipoproteinas benéficas (HDL), diminuindo assim o risco de aterosclerose.
HIPERTENSÃO ARTERIAL
A pressão arterial elevada em repouso é uma doença cuja causa na maioria das vezes é desconhecida, provavelmente com um importante componente genético. A pressão arterial constantemente elevada favorece a aterosclerose, e produz o enfraquecimento do coração, podendo se instalar a insuficiência cardíaca.
A hipertrofia do miocárdio nesses casos é dita patológica, caracterizando-se pelas diminuições das câmaras cardíacas, e pode originar arritmias, angina e morte súbita. A hipertrofia cardíaca dos atletas é fisiológica e não se acompanha de fenômenos prejudiciais à saúde.
Durante qualquer tipo de exercício ocorre aumento da pressão arterial mas por pouco tempo, atuando a sobrecarga pressórica nesse caso, como fator de treinamento.
Os exercícios com pesos somente produzem aumento de presão arterial muito superior à outras formas de exercícios (ver atualização abaixo*) quando se utilizam altas sobrecargas tensionais, principalmente quando ocorrem contrações isométricas em apnéia.
Pessoas hipertensas treinando com pesos devem evitar essas situações porque a elevação aguda e intensa da pressão arterial sistólica pode levar à acidentes hemorrágicos pela rotura da parede de artérias enfraquecidas pela deposição de ateromas. No entanto, qualquer tipo de atividade física, incluindo o treinamento com pesos, contribui para o tratamento dos hipertensos.
A pressão arterial em repouso diminui, embora durante os exercícios ocorra aumento dos níveis pressóricos. Em exercícios como a corrida, o ciclismo e a natação, quando o praticante for hipertenso, deve ser evitada a velocidade elevada de movimentos, que também produz aumentos mais acentuados da pressão arterial.
*Sugestão do CDOF de Prescrição de Exercício para Hipertensos feita pela Profa. Dra. Claudia Forjaz, encontrado no site Sociedade Brasileira de Hipertensão :
A prática regular de atividades físicas promove uma série de alterações benéficas ao sistema cardiovascular do indivíduo hipertenso, auxiliando no controle da pressão arterial, o que resulta muitas vezes na redução de medicamentos hipertensivos ou mesmo na eliminação do medicamento.
Obviamente, essa análise quanto aos medicamentos deve ser feita pelo médico do hipertenso. Além disso, o exercício ajuda no controle de outros fatores de risco normalmente presentes no indivíduo hipertenso, levando à prevenção da doença da artéria coronária.
Apesar desses efeitos benéficos, o exercício pode ser considerado como um risco se praticado de forma idadequada. Dessa forma, em se tratando de hipertensos idosos, que portanto podem apresentar doença cardiovascular sem saberem ou podem estar tomando medicamentos que interferem com a frequência cardíaca (principalmente beta-bloqueadores), eu aconselharia a execução do teste ergométrico máximo executado sob a vigência do medicamento, antes do início do treinamento.
A partir do resultado do teste, as atividades recomendadas são exercícios aeróbios, preferencialmente aqueles que permitem a medida da pressão arterial durante a execução (cicloergômetro), executados 3 a 5 vezes por semana, com duração em torno de 30 a 50 minutos (quanto mais tempo maior o efeito) e intensidade leve a moderada. para hipertensos a intensidade leve traz mais vantagens, portanto, recomenda-se 50 a 70 % da Frequência cardíaca (FC) de reserva, o que é calculado pela fórmula:
FC de treino = (FC máxima - FC repouso) x 0,5 + FC repouso
FC de treino = (FC máxima - FC repouso) x 0,7 + FC repouso
* onde FC máxima - valor máximo atingido no teste, desde que o teste seja negativo (se o teste for positivo o indivíduo é cardiopata e precisa de
outros cuidados);
* FC repouso - é a FC medida após 5 minutos de repouso;
* FC de treino - faixa de frequência cardíaca que deve ser mantida durante o exercício.
Temos artigos sobre isso na revista da SBH e da SOCESP. Além disso, pode-se achar detalhes no livro Risco Cardiovascular Global do Dr. Décio
Mion Junior. Espero ter lhe auxiliado. Profa. Dra. Cláudia Forjaz

CARDIOPATIAS
O perigo dos exercícios para a maior parte das cardiopatias está no aumento da taxa metabólica do miocárdio durante o esforço.
Sempre que faltar oxigênio para o miocárdio poderão ocorrer angina, infarto, arritmias, ou parada cardíaca.
Na aterosclerose das coronárias a oferta de sangue oxigenado já está diminuida em repouso e a situação se agrava no exercício.
Em situações de hipertrofia patológica como a cardiomiopatia hipertrófica (doença genética) e na cardiomiopatia hipertensiva, a demanda por oxigênio já é alta em repouso, e novamente a situação é mais grave durante o exercício.
Na hipertrofia cardíaca do atleta, o aumento da demanda do miocárdio se acompanha de aumento proporcional de oferta pelas coronárias.
No caso dos distúrbios de condução elétrica do miocárdio, como nos bloqueios de ramo, o aumento do trabalho cardíaco nos exercícios pode não ocorrer, gerando insuficiência funcional, ou pode ocorrer desordenadamente, levando à arritmias e morte súbta.
Recentes trabalhos documentaram que os exercícios com pesos possuem características que os tornam relativamente seguros para cardiopatas, desde que não se utilizem grandes cargas. Basicamente a diferença entre os exercícios com pesos e os exercícios aeróbios, do ponto de vista cardiológico, é que a pressão arterial aumenta um pouco mais nos exercícios com pesos, e a frequência cardíaca aumenta muito menos. Estes dois aspectos contribuem para a segurança cardiológica: a pressão arterial aumentada, dentro dos limites de segurança, aumenta o fluxo coronariano, e a frequência cardíaca mais baixa, não aumenta muito a taxa metabólica do miocárdio, e não sobrecarrega o sistema de condução de impulsos.
OBESIDADE
A maior parte das pessoas obesas apresentam colesterol alto e HDL baixo, favorecendo a aterosclerose. Além disto, a obesidade leva à hipertensão arterial, o que também agrava a aterosclerose.
Muitos obesos também são diabéticos, e portanto apresentam degenerações nas paredes vasculares. O resultado da interação desses fatores é uma alta insidência entre obesos de angina, infarto, insuficiência cardíaca, arritmias e morte súbta.
A base metabólica da obesidade é que as calorias ingeridas e não utilizadas são armazenadas como gordura. Alguns obesos apresentam taxas metabólicas baixas e ingestão normal de alimentos, enquanto em outros encontra-se super-alimentação e sedentarismo.
Qualquer tipo de atividade física combate o obesidade por manter a taxa metabólica mesmo na vigência de dietas hipocalóricas, e por aumentar o gasto energético.
Além desses aspectos, a longo prazo ocorre aumento de massa muscular, o que aumenta o metabolismo basal, favorecendo ainda mais o emagrecimento.
Nesse último aspecto, a musculação é evidentemente superior à outras formas de atividade física. Com relação ao metabolismo energético do esforço ser aeróbio ou anaeróbio, a única diferença é que o emagrecimento ocorre em momentos diferentes: durante os exercícios aeróbios e após os exercícios anaeróbios.
Vários trabalhos que estudaram o assunto documentaram o mesmo nível de emagrecimento entre exercícios aeróbios e exercícios com pesos, no curto prazo. A longo prazo, espera-se vantagem dos anaeróbios em função do maior estímulo à massa muscular.

DIABETES
O diabetes mellitus caracteriza-se por aumento da glicose no sangue e consequentemente na urina. Ocorre aumento na quantidade de urina (poliúria) por ação osmótica, sêde intensa (polidipsia) e emagrecimento (uso de gordura como energia pela impossibilidade de usar a glicose).
A glicose aumenta no sangue por que não pode entrar na célula, por uma ou mais das seguintes razões: falta de produção de insulina pelo pâncreas (diabetes tipo I ou juvenil); diminuição da produção de insulina (diabetes adulto ou tipo II); aumento da resistência à ação da insulina nas células (diabetes adulto ou tipo II).
Qualquer atividade física ajuda no tratamento do diabetes porque: durante os exercícios a glicose entra nas células sem a necessidade de insulina e portanto a glicemia abaixa; os exercícios habituais diminuem a resistência à insulina nas células.
Este último efeito sugere que a musculação seja particularmente útil a longo prazo, porque o aumento da massa muscular aumenta a quantidade de tecido captador de glicose, mesmo em repouso, ajudando a controlar melhor a glicemia.
Devido à fragilidade vascular dos diabéticos, recomenda-se evitar sobrecargas tensionais que aumentem muito a pressão arterial.
Durante as sessões de treinamento os diabéticos podem apresentar crises de hipoglicemias, podendo ficar torporosos, quando então deverão receber alguma forma de açúcar. Caso o torpor seja por hiperglicemia, não haverá prejuizo, mas se for por hipoglicemia, o açúcar poderá salvar uma vida, pois o coma hipoglicêmico pode evoluir rapidamente para a morte. Com a atividade física habitual os diabéticos tendem a precisar de menores doses de medicamentos.
Nota do CDOF: Necessário atentar para alguns efeitos cardiovasculares. Nesses indivíduos existe um grande aumento da Frequência Cardíaca pois eles apresentam resistência vascular muito contráida e pouco vascularizada.
LESÕES MÚSCULO-ESQUELÉTICAS
A sobrecarga tensional dos exercícios com pesos estimulam o aumento da massa óssea e da massa muscular, e a proliferação do tecido conjuntivo elástico nos músculo, tendões, ligamentos e cápsula articular. Tudo indica que também estimulam troficamente a cartilagem hialina das articulações.
O resultado prático é todo um complexo músculo-esquelético mais forte e mais resistente à lesões. Estatísticas indicam que as lesões no treinamento com pesos ocorrem mais frequentemente quando ocorre: uso de cargas máximas para uma repetição; equipamento mal projetado; treinamento mal orientado.
Atualmente a literatura científica não dispõe de estudos experimentais ou levantamentos de casos conclusivos sobre as técnicas mais seguras para a execução dos exercícios com pesos. Nesta situação, o conhecimento adquirido por tentativa e êrro por parte dos técnicos experientes é o mais confiável no sentido de evitar lesões.
Frequentemente essas técnicas são endossadas por análise biomecânica dos movimentos. No entanto, com alguma frequência, hipóteses de que tais técnicas são perigosas são levantadas, mas devemos sempre nos lembrar de que na falta de conhecimento científico, a ciência considera o conhecimento popular mais próximo da verdade do que as hipóteses não documentadas.
As cãibras, que predispõem às distensões musculares, são frequentes quando os músculos estabilizadores são sobrecarregados em contrações isométricas. Para evitar essa situação, devemos buscar sempre a posição de melhor equilíbrio do centro de gravidade, que coincide com a posição de maior conforto.
O impulso, que é uma técnica de treinamento, não deve ser obtido usando-se a resiliência dos músculos. Isto exige relaxamento muscular, o que expõe os ligamentos articulares à lesões de difícil cura.
O uso de cargas excessivas pode levar às tendinites e teno-bursites agudas. O excesso de treinamento, a longo prazo, produz tendinites crônicas, muitas vezes agravadas pelos micro-traumas de exercícios ou técnicas inadequadas para as alavancas ósseas da pessoa.
Deformidades ósseas podem ser resultado de músculos encurtados ou espásticos, produzidos por lesões neurológicas, traumáticas ou infecciosas. Não existe possibilidade de que músculos hipertrofiados produzam os mesmos efeitos.
A hipertrofia se acompanha de aumento de elasticidade muscular e não ocorre hipertonia ou encurtamento. Mesmo no treinamento não equilibrado entre agonistas e antagonistas, o grau de contração em repouso de um músculo forte é apenas o suficiente para equilibrar o tônus do seu oponente mais fraco. 

FONTE: Cdof.com.br

Professor Leonardo Pimenta - EXERCÍCIOS FÍSICOS E OBESIDADE


Professor Leonardo Pimenta - EXERCÍCIOS FÍSICOS E OBESIDADE 

 

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